Governo inicia operação para desobstruir Canal do Gurijuba e retomar acesso a comunidades do Bailique

A seca intensa causou o isolamento de moradores da região, afetando diretamente atividades essenciais.

Iniciou nesta quarta-feira (2) uma operação emergencial para desobstruir o Canal do Gurijuba, localizado no Arquipélago do Bailique, afetado pela estiagem severa que atingiu a região nos últimos meses. A ação é realizada pelo Governo do Amapá, com apoio do Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), e tem como objetivo restaurar a navegabilidade no trecho, que é vital para o deslocamento de moradores e o escoamento de produtos nas comunidades ribeirinhas.

Os equipamentos responsáveis pelo serviço — incluindo uma draga, uma escavadeira hidráulica e uma balsa petroleira — partiram na madrugada desta quarta do Porto do Matapi, em Santana, com destino à região norte do arquipélago. O trabalho prevê a desobstrução de aproximadamente 11 quilômetros do canal, que integra a foz do Rio Amazonas e abrange comunidades como Arraiol, Livramento, Eluzay e Igarapé Grande.

Segundo o coronel Frederico Medeiros, da Defesa Civil, a seca intensa causou o isolamento dessas comunidades, afetando diretamente atividades essenciais como a pesca, o transporte escolar e a circulação de alimentos e mercadorias. “Essa ação é parte do esforço do ministro Waldez Góes diante do reconhecimento da situação de emergência no Bailique. Além da desobstrução, outras medidas de assistência estão sendo realizadas nas comunidades mais atingidas”, explicou.

Para viabilizar a operação, o MIDR repassou R$ 9 milhões ao Governo do Amapá, por meio da Defesa Civil. A execução dos serviços está sob responsabilidade da Secretaria de Estado de Transportes (Setrap). A previsão é que a intervenção dure cerca de quatro meses.

A estiagem no Bailique é considerada uma das mais severas dos últimos anos, com impactos diretos na rotina das famílias ribeirinhas, que dependem dos rios para se locomover, estudar, trabalhar e sobreviver. A recuperação da navegabilidade do canal representa um passo importante para garantir dignidade e mobilidade às populações locais.